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Moda FIP 2002 |
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Nos dias 22 e 23 de março, aconteceu em Brusque a 1ª edição do Moda Fip
2002, nas dependências da Fip, para mostrar as coleções outono-inverno de algumas confecções que possuem loja no local. O público estava presente em grande número nos
quatro horários de desfile, um na sexta à noite e três no sábado, às 11 horas da manhã, às 16 e às 20 horas. Na sexta à noite foi inaugurado o setor de lingerie com
desfile de 19 lojas do segmento. No sábado, 15 marcas desfilaram suas coleções com a presença de Paulo Zulu, Helena e Xaiane do Big Brother Brasil. O evento foi uma
promoção da Fip e teve a coordenação e produção da Gh7 Assessoria. As marcas que desfilaram no sábado foram: Pedra do Sol, Lisage, Hiatto, FC Kids, Kalline, Union Brazil,
Sennu´s, Mulher Dinâmica, Ponto da Moda, Milani, Primeira Linha, Lanser, My Cris, Taverucci e Mepase. |
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Nos desfiles mostrados pelas 15 marcas no sábado se confirmou o que se tem visto em
todos os desfiles. Rendas em detalhes ou em peças inteiras, batas, em estilo hippie e cigano, calças com bocas largas e muitos cintos, em várias larguras, muito couro, tanto no
masculino quanto no feminino, sobreposições de saia sobre calça, tecidos com estampas florais, leggings e muita bota. As cores ficaram entre o |
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vermelho, preto, branco, tons de caramelo, beges, cáquis e marrom, e cores
vivas como roxo, verde ou laranja em detalhes. As coleções masculina e infantil apareceram mais coloridas, sendo que nas masculinas o colorido fazia um look clássico em
camisas, blusas de malha e tricô. Nas calças e ternos cores sóbrias como o cinza, o marrom e tons de bege. Algumas marcas ousaram inovar em detalhes como foi o caso da
Lisage que colocou cachecóis jeans com grandes flores em tecido colorido na ponta e fez o diferencial no desfile. A Mepase fez uma performance com uma modelo vestida com
camisa e cueca boxer que ficou passeando enquanto os homens faziam o desfile e a Hiatto que faz roupas de malha, brincou ao colocar seus modelos na passarela com meias
supercoloridas e sobreposições de peças em cores vivas.
A realização de um evento de moda deste porte mostra que Brusque tem grande potencial no setor de confecção.
No entanto, criar moda é ter uma identidade e isso faltou nos desfiles que foram vistos neste fim de semana. Inovação, originalidade não se viu na passarela da Fip, o que
se viu foram cópias muitas vezes mal feitas do que se produz aqui mesmo no Brasil ou lá fora. Criar uma identidade para a marca não significa ser esquisito ou fazer roupa
que não se venda, ter identidade é criar roupa com uma cara que o consumidor, ao ver, reconheça que é de tal lugar. |
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