O bom negócio da customização

Por Vivian Bulla ( vbulla@modapoint.com.br).
Imagens: chic.com.br, style.com.

Cada vez mais o termo "customização" aparece nos meios da moda. E não é para menos! Essa nova paixão da moda por peças únicas, exclusivas, com muito mais do que um toque pessoal vêm ficando cada vez mais forte, coleção após coleção.
Customizar significa tornar uma peça de roupa antiga ou ultrapassada em algo novo, com recortes, apliques e costuras que dão uma cara nova e pessoal.

Muito desse "movimento" se explica pela nova postura dos consumidores, que procuram por peças de roupas que possam traduzir seu estilo e modo de encarar o mundo. Aliás, personalização e identidade são fatores que têm delineado os setores de moda e acessórios. Um bom exemplo é a moda masculina, que hoje em dia apresenta opções muito mais inseridas nas tendências, com uma variedade que vai muito além do tradicional (clique aqui para ler nossa cobertura do Salão da Moda Masculina).

Sapatênis: a grande aceitação do sapatênis mostra como o homem está buscando produtos inseridos nas tendências da moda.
Propostas de sapatênis: Donadelli

Quem customiza?

A Imitation of Christ, que esteve no Brasil este ano para participar do Carlton Arts, trabalha somente com peças customizadas.

A dupla, formada por Tara Subkoff e Matt Damhave, usa roupas antigas de brechós, e cria novas propostas, misturando-as e realizando interferências. O resultado é uma coleção diferenciada, sob medida para quem busca a diferença.

Apesar de repudiarem o termo "customização", alegando que suas criações são um protesto contra a obsessão pelo novo e pelo consumismo, não se pode negar o impulso que essa tendência ganhou com seus trabalhos.

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Três coleções da Imitation of Chist. A dupla, que gosta de inovar, fez o primeiro desfile ambientado como se fosse um enterro (1). O segundo, com foco nas roupas de noite, imitava uma premiére de cinema (2). Já o último colocou as modelos sentadas, como se fossem as jornalistas de moda (3).

Bom negócio

Para quem trabalha com moda, uma boa opção é produzir algumas peças customizadas para aquela parcela de seus consumidores que está ávido por inovações, mas não quer abandonar totalmente o estilo da marca que está acostumado a vestir.

Pronto para levar:

À esquerda, propostas da Maria Bonita Extra, que trabalhou com rendas.

À direita: Balenciaga transformou o look branco e basiquinho com um cinto largo cheio de babados.

É claro que peças únicas, trabalhadas, possuem seu público-alvo específico e disposto a pagar pela diferenciação de uma roupa que consumiu uma boa dose de criatividade e tempo para ficar pronta.
Mas uma idéia interessante, para quem não trabalha com esse tipo de consumidor exclusivo, mas sim com aquele que assimila as tendências generalizadas, é produzir em maior escala peças com acabamentos e visual diferenciado, com "cara" de customizadas. É a tendência pronta para levar para casa!

Interferências valiosas

Para quem deseja customizar, para si ou para clientes muito exclusivos, a criatividade é o limite e o bom senso, amigo inseparável! Afinal, interferências feitas à esmo, sem critérios, podem resultar em misturas perigosas.
Nesse caso, com peças únicas, pode-se trabalhar mais a roupa, pois o limite de tempo é bem maior. Pense em recortes estratégicos, aplicações pregadas à mão, uma a uma, costuras de forte efeito visual, uso de retalhos ou imagens estampadas por você ou antigas (que garantem exclusividade) e peças antigas procuradas a dedo em brechós e armários de casa.
Já quem deseja vender a tendência para um número maior de consumidores, aposte em roupas novinhas em folha, mas com jeito de transformadas. Pense em interferências rápidas e criativas, como aplicação de ilhoses ou aviamentos de efeito pregados por máquinas, uso de fitas coloridas, imagens estampadas em série, modelagem diferenciada, tecidos com cara antiguinha (na roupa toda ou só como retalhos em barras, mangas, decotes, etc.

Mais Informações:

Donadelli

R. Carlos de Vilena, 3360 - Franca/ SP
Fone: (16) 3713 3466
Fax.: (16) 3713 3411
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