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Cada vez mais o termo "customização" aparece nos meios da moda. E não é para
menos! Essa nova paixão da moda por peças únicas, exclusivas, com muito mais do que um toque pessoal vêm ficando cada vez mais forte, coleção após coleção. Customizar significa
tornar uma peça de roupa antiga ou ultrapassada em algo novo, com recortes, apliques e costuras que dão uma cara nova e pessoal. |
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Muito desse "movimento" se explica pela nova postura dos
consumidores, que procuram por peças de roupas que possam traduzir seu estilo e modo de encarar o mundo. Aliás, personalização e identidade são fatores que têm delineado
os setores de moda e acessórios. Um bom exemplo é a moda masculina, que hoje em dia apresenta opções muito mais inseridas nas tendências, com uma variedade que vai muito
além do tradicional (clique aqui para ler nossa
cobertura do Salão da Moda Masculina). |
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Quem customiza?
A Imitation of Christ, que esteve no Brasil este ano para
participar do Carlton Arts, trabalha somente com peças customizadas.
A dupla, formada por Tara Subkoff e Matt Damhave, usa roupas antigas de brechós, e cria novas propostas,
misturando-as e realizando interferências. O resultado é uma coleção diferenciada, sob medida para quem busca a diferença.
Apesar de repudiarem o termo "customização", alegando
que suas criações são um protesto contra a obsessão pelo novo e pelo consumismo, não se pode negar o impulso que essa tendência ganhou com seus trabalhos. |
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Três coleções da Imitation of Chist. A dupla, que gosta de inovar, fez o primeiro
desfile ambientado como se fosse um enterro (1). O segundo, com foco nas roupas de noite, imitava uma premiére de cinema (2). Já o último colocou as modelos sentadas, como se fossem
as jornalistas de moda (3). |
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Bom negócio
Para quem trabalha com moda, uma boa opção é produzir
algumas peças customizadas para aquela parcela de seus consumidores que está ávido por inovações, mas não quer abandonar totalmente o estilo da marca que está acostumado a vestir.
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É claro que peças únicas, trabalhadas, possuem seu público-alvo específico e disposto
a pagar pela diferenciação de uma roupa que consumiu uma boa dose de criatividade e tempo para ficar pronta. Mas uma idéia interessante, para quem não trabalha com esse tipo de
consumidor exclusivo, mas sim com aquele que assimila as tendências generalizadas, é produzir em maior escala peças com acabamentos e visual diferenciado, com "cara" de
customizadas. É a tendência pronta para levar para casa! |
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Interferências valiosas
Para quem deseja customizar, para si ou para clientes
muito exclusivos, a criatividade é o limite e o bom senso, amigo inseparável! Afinal, interferências feitas à esmo, sem critérios, podem resultar em misturas perigosas. Nesse caso,
com peças únicas, pode-se trabalhar mais a roupa, pois o limite de tempo é bem maior. Pense em recortes estratégicos, aplicações pregadas à mão, uma a uma, costuras de forte efeito
visual, uso de retalhos ou imagens estampadas por você ou antigas (que garantem exclusividade) e peças antigas procuradas a dedo em brechós e armários de casa. Já quem deseja
vender a tendência para um número maior de consumidores, aposte em roupas novinhas em folha, mas com jeito de transformadas. Pense em interferências rápidas e criativas, como
aplicação de ilhoses ou aviamentos de efeito pregados por máquinas, uso de fitas coloridas, imagens estampadas em série, modelagem diferenciada, tecidos com cara antiguinha (na roupa
toda ou só como retalhos em barras, mangas, decotes, etc. |
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